27 maio 2017

É preciso combater a Obesidade

Portugal é o país da União Europeia com a mais alta taxa de prevalência de pessoas obesas: as estatísticas apontam para 1,4 milhões de casos no nosso país e a tendência, no cômputo geral, é para piorar: estima-se que daqui por menos de dez anos, em 2025, metade da população mundial seja obesa. Ainda em Portugal, a doença afeta sobretudo as mulheres (são 57 por cento dos casos) e confirma-se uma relação entre a Obesidade e a pobreza. Muito preocupantes são também os dados relativos a crianças e jovens: mais de um terço tem excesso de peso.

Estes números reforçam a necessidade de implementar políticas de combate á Obesidade. Recentemente, o Governo impôs uma taxa sobre o consumo de alimentos nocivos como as gorduras, os produtos com excesso de açúcar ou sal. O objetivo é que os cidadãos adotem práticas alimentares mais saudáveis.

Mas não basta para combater esta verdadeira epidemia do século XXI. É necessário investir na prevenção e na educação, sobretudo das crianças, o que tem de ser feito em meio escolar. Há que ponderar, por exemplo, incluir no currículo aulas sobre nutrição e hábitos alimentares, associando-os ao deporto e ao exercício físico. Nesta matéria, há que recorrer a médicos, nutricionistas e professores, nomeadamente de Educação Física para a realização de um trabalho em rede que poderá ter extensão fora da Escola, através de protocolos com clubes e associações desportivas que poderão desenvolver algumas atividades extracurricular.

A promoção de atividades desportivas informais deve ser assumida pelas autarquias como um serviço público de primeira necessidade. Além da Obesidade, estão também em causa doenças como a Diabetes e a Hipertensão, que têm uma muito elevada prevalência em Matosinhos e para as quais a prática do exercício físico é altamente recomendada.

Matosinhos, terra de horizonte e de mar, de pesca e de gastronomia, de arquitetura e de design, tem também de ser um concelho de Saúde e de Desporto.

14 maio 2017

Um dia em cheio

Ontem foi um dia cheio de emoções para Portugal, de novo nos ecrãs de televisão de todo o mundo e sempre pelos bons motivos. Sai reforçada a imagem do País e dos portugueses, o que deve ser motivo de satisfação e de orgulho para todos.

A visita papal a Fátima, onde cem anos depois da visão dos pastorinhos foram canonizados Francisco e Jacinta Marto, decorreu sem qualquer incidente e foi marcada por uma enorme participação de fiéis, provenientes de todo o país e do estrangeiro. Os dois pastorinhos, que haviam sido beatificados por João Paulo II, em 2000, tornaram-se agora os mais jovens santos da igreja católica.

A forma como Portugal acolheu o papa Francisco faz jus à tradição: Portugal e os portugueses sabem receber, são acolhedores e hospitaleiros. No caso do papa Francisco, além da questão religiosa, creio que é determinante a empatia que cria com todos, alertando para as injustiças e desigualdades que sofrem os mais desprotegidos. Isso contribui para que muita gente o admire, mesmo fora da igreja católica.

À noite, em Kiev, na Ucrânia, Salvador Sobral trouxe para Portugal um título inédito. Ao interpretar “Amar Pelos Dois”, o cantor venceu o Festival Eurovisão da Canção, o mais importante festival musical do género na Europa. A vitória do jovem cantor pôs fim a décadas de participações portuguesas geralmente marcadas pela modéstia das classificações atingidas. É verdade que passaram pelos palcos europeus grandes nomes da música portuguesa, que interpretaram canções de elevadíssima qualidade, mas nunca Portugal obteve o reconhecimento que agora chegou através de Salvador Sobral.

No caso da vitória de “Amar Pelos Dois”, uma coisa que me parece relevante sublinhar é o facto de este triunfo ser também uma vitória da língua portuguesa, por vezes tão ameaçada por uma globalização que impõe o Inglês como língua dominante. Parabéns pois, Salvador Sobral.

Parabéns igualmente para os benfiquistas que também viram a sua equipa conseguir algo de inédito, com a conquista de quatro campeonatos seguidos. Nunca escondi – pelo contrário – que não sou benfiquista, o que não me impede de felicitar todos os adeptos encarnados. Parabens!

13 maio 2017

A boa governação do Partido Socialista

Contra a lógica daqueles que consideravam improvável e de outros que julgavam impossível: o governo do PS continua a repor direitos, continua a melhorar a vida das pessoas e continua a ter uma excelente execução do ponto de vista da despesa pública. A notícia de que o défice público em contabilidade de caixa caiu no primeiro trimestre deste ano para quase metade face ao período homólogo de 2016 é mais uma prova de que a reposição de direitos não invalida uma rigorosa gestão financeira.

Segundo o Ministério das Finanças, o défice das Administrações Públicas melhorou 290 milhões de euros face a igual período do ano anterior, fixando-se agora em 358 milhões. Como a despesa está praticamente estável e a receita acompanha a economia abrem-se perspetivas muito animadoras para que seja alcançada a meta do défice prevista para este ano, que foi fixada em 1,5 por cento do PIB, meio ponto percentual a menos do que o registado em 2016.

Estes números ganham maior significado porque confirmam a tese socialista de que o rigor financeiro que permite ao país honrar todos os seus compromissos europeus e a reposição de direitos é conciliável, é possível e é desejável. O bom desempenho do governo justifica o aumento continuado das intenções de voto no Partido Socialista que as sondagens demonstram e que revelam um fosso crescente relativamente aos partidos à direita.

A queda do desemprego para valores muito próximos dos dez por cento e o crescimento do emprego contribuem para que o índice de confiança dos consumidores continue a melhorar. A criação de emprego, sobretudo para os mais jovens, associada à formação e qualificação profissional, assim como o combate à precariedade continuam a estar na mira do Governo. Passo a passo, gradualmente e com segurança, o PS cumpre os seus desígnios de melhorar a vida das pessoas.

Para nós, palavra dada é palavra honrada.

(Artigo publicado no "Notícias Matosinhos", maio 2017)

12 maio 2017

A visita do Papa Francisco

O Papa Francisco chega esta tarde a Portugal para uma curta visita destinada a comemorar o centenário da visão dos pastorinhos.

Tenho, como muita gente, uma grande simpatia pelo Papa Francisco, que tem exercido o seu pontificado numa relação de grande proximidade com as pessoas, com palavras e gestos simples que falam ao coração dos Homens e alertado para as injustiças e para as desigualdades que grassam por esse mundo fora. Revejo-me por inteiro em Francisco quando diz que “o pensamento liberal, que retira o Homem do centro e ali coloca o dinheiro, não é o nosso”. Do mesmo modo, faço minhas as suas palavras quando diz que devemos dar “particular atenção aos mais marginalizados, à defesa dos que têm mais necessidade de ser protegidos”.

É por esta convergência de ideias que saúdo a visita de Francisco a Portugal, com o desejo de que a sua curta estada entre nós lhe permita continuar a luta que deveria ser de todos nós: combater a exclusão e fomentar a justiça e a igualdade de oportunidades para todos.

11 maio 2017

Henrique Calisto regressa ao PS

O número de militantes que regressam ao PS aumenta a bom ritmo, entre aqueles que já formalizaram a (re)adesão e aqueles outros que já a anunciaram e que a formalizarão nos próximos dias. Está pois em curso a reunificação do PS, na qual estou muito empenhada.

Neste regresso, todos são importantes, porque todos contam e porque conto com todos. Henrique Calisto, o histórico socialista que presidiu durante vários anos à Junta de Freguesia de Matosinhos, onde deixou obra feita, é um dos militantes cujo regresso saúdo efusivamente. Pelo currículo que ostenta e também pela influência que pode exercer junto de outros ex-militantes cujo regresso se deseja, a decisão de Henrique Calisto voltar ao seio da família socialista é muitíssimo importante. Aliás, o antigo autarca, participou já em ações promovidas pela candidatura socialista às próximas eleições acompanhando-me, nomeadamente, numa reunião que tive com a direção do Leixões.

A experiência e competência de Henrique Calisto vão muito para além da vertente desportiva, onde o treinador tem um percurso de sucesso, e são uma mais-valia relevante para o PS. Calisto dá o exemplo de que é no seio do PS e sob a bandeira do partido que os verdadeiros socialistas devem estar, contribuindo com a sua militância para a dinâmica que conduzirá à vitória nas próximas eleições.

Bem-vindo a casa, camarada Henrique Calisto!

Jovem matosinhense é campeão da Europa

O Campeonato da Europa de Kickboxing, que terminou há dias na Grécia, foi particularmente positivo para Portugal que arrecadou vinte medalhas, dez delas de ouro. Duas dessas medalhas foram conquistadas por Vítor Santos, um matosinhense de 13 anos que frequenta a Escola EB 2/3 de Perafita e que se sagrou campeão europeu nas versões light contact e light kick na categoria de sub-13, - 40 kg. Um desempenho extraordinário para o jovem atleta que faz antever voos ainda mais altos em próximas competições.

Quero felicitar o Vítor de uma maneira muito especial. E, também, felicitar a família. É sempre bom ver atletas portugueses nas grandes provas internacionais, mesmo nas modalidades menos mediáticas, como é o caso do Kickboxing. É bom e é, também, motivo de orgulho, até porque muitas vezes o desempenho dos atletas não tem correspondência em termos de apoios recebidos – são normalmente as famílias e os amigos que financiam a prática desportiva e as deslocações, quer para competições domésticas quer internacionais. Os clubes debatem-se também com grandes problemas de financiamento e, muitas vezes, só a “carolice” dos dirigentes permite a milhares de jovens a prática desportiva de forma continuada.

Preocupa-me o financiamento das coletividades desportivas, sobretudo daquelas que se dedicam ao desporto amador e cujo papel é fundamental na criação de uma sociedade com hábitos de vida saudáveis que passam pelo exercício físico. Aliás, a questão do Desporto, principalmente o Desporto informal e amador, merecerá uma atenção muito particular no programa que apresentarei proximamente aos matosinhenses. Quero potenciar as condições já existentes, nomeadamente em termos de equipamentos e de recursos humanos, para por Matosinhos a praticar desporto. 

07 maio 2017

Manuel Pizarro

Participei ontem, em Lisboa, na Convenção Nacional Autárquica do PS que ficou marcada pela grande união em torno de todos os candidatos do partido às próximas eleições e, sobretudo, pela grande coragem política de Manuel Pizarro. O presidente da Federação Distrital do Porto  decidiu assumir a candidatura à Câmara da Invicta depois de Rui Moreira ter posto em causa o apoio que o Partido Socialista estava na disponibilidade de lhe dar.

Sejamos claros: o apoio do PS à candidatura do independente Manuel Moreira era natural em função do trabalho realizado durante os últimos três anos e meio. Depois das eleições de 2013, o acordo com Rui Moreira permitiu concretizar quase 90 por cento dos compromissos eleitorais do PS. Ou seja: o partido preservou a sua identidade e contribuiu de forma decisiva para um mandato globalmente positivo do executivo camarário.

Sendo ainda mais clara: uma grande parte desse trabalho foi da responsabilidade de Manuel Pizarro. O próprio Rui Moreira o reconheceu quando admitiu convidar Pizarro “que tem sido de uma enorme lealdade e competência”. Por isso, foi surpreendente e inesperada a decisão do atual presidente da Câmara não aceitar o apoio que o PS se preparava para dar à sua recandidatura.

Como disse o secretário-geral do Partido Socialista, António Costa, “o PS não se impõe onde não é desejado”. Rui Moreira não quer o apoio do PS e, sendo assim, não o terá. Em nome da dignidade do partido, o PS vai avançar para uma candidatura própria protagonizada por Manuel Pizarro.

Como partido de grande implantação popular, a candidatura do PS no Porto será uma candidatura forte, que vai dificultar muito a caminhada triunfal que se adivinhava para Rui Moreira. Conhecendo Manuel Pizarro como conheço, com a sua elevadíssima competência e capacidade de trabalho, a campanha socialista no Porto vai ser forte e mobilizadora. Não tenho dúvidas de que Manuel Pizarro, a quem dou o meu apoio total e incondicional, vai apresentar as melhores soluções para resolver os problemas que afetam a cidade do Porto. E também não tenho dúvidas de que o Porto vai reconhecer e valorizar o trabalho de Manuel Pizarro.

05 maio 2017

Viva o Senhor de Matosinhos

Estão a chegar as festas em honra do Senhor de Matosinhos que como habitualmente incluem um vasto programa de iniciativas de caráter religioso e atividades lúdicas e culturais. A Festa do Senhor de Matosinhos (Bom Jesus de Bouças, como era inicialmente conhecido) é o momento maior entre as romarias do concelho, um acontecimento importante para Matosinhos e para toda a região pelos muitos milhares de pessoas que acorrem à cidade e pela animação que provocam do primeiro ao último dia.

Durante cerca de três semanas, temos encontro marcado com a festa, com o fogo-de-artifício, com a feira de artesanato e da louça e com os carrosséis, sem esquecer a parte da gastronomia com a doçaria conventual, o pão com chouriço e o cheiro a sardinha assada e a farturas. É tempo de festa, de receber amigos, de atrair visitantes e turistas e de os cativar para que voltem mais vezes e contribuam, com a sua presença, para movimentar o comércio e a economia locais.

O Senhor de Matosinhos é também, claro, um momento de fé para milhares de fiéis que homenageiam o patrono e padroeiro da cidade. Para mim, é também voltar os meus anos de catraia, em que não dispensava o brinquedo de madeira, ou da corda de saltar, do algodão doce, das senhas da tômbola da Obra do Padre Grilo. Mais tarde, já adolescente, o que mais queria era experimentar o twister e outras novidades plenas de adrenalina, locais em que me encontrava com os meus escola de escola, a Augusto Gomes, que eu então frequentava.

Olho para trás e vejo que o Senhor de Matosinhos continua, hoje como antes, a juntar as famílias, jovens e adultos, perpetuando uma tradição já antiga. Isso é algo que devemos valorizar, porque é um traço da nossa identidade coletiva.

Termino com o desejo de que todos os matosinhenses encontrem no Senhor de Matosinhos motivos de alegria, de divertimento e, também, claro, de recolhimento espiritual para aqueles que o procurarem. Que a alegria seja para todos, dos mais jovens aos mais idosos.

(Artigo publicado no "Jornal de Matosinhos", 05.mai.2017)

04 maio 2017

Almoço em Angeiras

A Ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, e o Secretário de Estado das Pescas, José Apolinário, estiveram ontem em Lavra, onde se deu início à construção do porto de abrigo de Angeiras. Depois de terminada a visita oficial, ambos participaram enquanto simples cidadãos, como fizeram questão de dizer, num convívio com a comunidade piscatória local, entre os quais havia vários militantes socialistas e outros apoiantes da candidatura do PS às próximas eleições autárquicas.

Foi aí, na presença de perto de meia centena de pescadores e do presidente da Associação Mútua dos Armadores de Pesca de Angeiras, Joaquim Pereira, que Ana Paula Vitorino exprimiu o seu “apoio total” à candidatura socialista, no que foi muito aplaudida. Senti aí um apoio claro e inequívoco quer da ministra quer do conjunto dos pescadores, que reconhecem que o Partido Socialista foi determinante para resolver a questão do portinho de Angeiras, que se arrastava há anos, e outros problemas que afetam a comunidade local.

O clima de fraternidade que se viveu ontem dá lastro à nossa candidatura, que continua a recolher apoios do interior do PS e de mulheres e homens de outras sensibilidades políticas e de independentes que integraram o Grupo de Guilherme Pinto. Alegro-me com isso e continuo determinada a pacificar e unir todos os matosinhenses dispostos a contribuir para que o conselho prossiga na senda do desenvolvimento e do progresso.

03 maio 2017

Obras do Portinho de Angeiras arrancaram hoje


Dia 03 de maio de 2017. A data vai ficar na história porque arrancou hoje – finalmente! - a construção do Portinho de Angeiras, obra há muito reclamada pela comunidade piscatória local. Após vários anos de espera, ei-la finalmente em marcha, porque chega sempre o dia em que o dia chega. Chegou hoje, pela mão de Ana Paula Vitorino, ministra do Mar do governo socialista, o partido que mais se bateu para que este anseio dos pescadores de Angeiras se tornasse realidade.

A obra representa um investimento de 4,2 milhões de euros e incluiu a construção de um molhe de abrigo, a requalificação do posto de controlo e transferência de pescado e ainda a construção de um canal e rampa de acesso à zona piscatória.

Hoje, Ana Paula Vitorino recordou Guilherme Pinto, ao lembrar que o antigo presidente da Câmara lhe escrevera uma carta pedindo que não se esquecesse de Angeiras. Mas o PS não esquece os seus compromissos – connosco, palavra dada, é palavra honrada.

Tenho a profunda convicção de que a pesca e as atividades ligadas ao mar constituem uma saída para a economia local e mesmo nacional. O futuro de Matosinhos e de Portugal passa também pela exploração de todas as áreas de atividade associadas ao mar. Tenho a certeza de que será possível definir estratégias comuns entre poder central, autarquia e comunidade científica que permitam capitalizar aquele recurso natural.

02 maio 2017

Abriu a pesca à sardinha

À noite, o mar esperava-os e eles estavam ansiosos. Começou a época efetiva da pesca da sardinha, em que muitos pescadores têm o seu ganha-pão. Até 31 de julho, grande parte deles viverá com os olhos postos nas redes, na esperança de poderem apanhar as 6.800 toneladas que foram definidas como quotas.

Acompanhei, ontem à noite, a saída dos pescadores para a faina. Quis demonstrar-lhes o meu respeito e apreço pelo trabalho que fazem e pelos perigos que enfrentam e desejar que a sorte os acompanhe e que tenham uma boa safra.

A melhoria das condições de segurança dos pescadores deve ser uma prioridade para todos: autoridades, armadores e, claro, os próprios pescadores. É preciso fazer tudo para que cada saída não seja motivo de angústia para as famílias que ficam em terra e o regresso seja sempre motivo de festa.

01 maio 2017

1º de Maio

Só depois da Revolução dos Cravos é que o 1º de Maio se tornou feriado em Portugal, mas a data é assinalada há mais de cem anos. Foi ainda no final do século XIX que a Internacional Socialista começou a convocar, todos os anos nesta data, uma jornada de luta e reivindicação pelos direitos dos trabalhadores. Em Portugal, durante o Estado Novo, a celebração era proibida e severamente reprimida.

O 1º de Maio tem pois uma longa tradição de luta e de reivindicações. Se há muito que os trabalhadores conquistaram ao longo dos tempos – jornada de oito horas de trabalho, salários mínimo, direito à sindicalização e à greve, etc – há muito ainda por conquistar e o Dia Internacional do Trabalhador é a data indicada para o relembrar.

Este ano, o 1º de Maio deve ser celebrado lembrando que o combate à precariedade é uma prioridade, a par da criação de apoios aos jovens que procuram o primeiro emprego e cuja taxa de desemprego é elevadíssima e de condições para que a geração acima dos 50 anos que se encontra desempregada possa reintegrar o mercado de trabalho.

No triângulo cujos vértices são o combate à precariedade, ao desemprego jovem e ao desemprego de longa duração assentam as questões mais preocupantes e que só poderão ser resolvidas com um continuado investimento na formação e da qualificação profissionais. Sim, porque o direito ao trabalho e a uma remuneração justa deve ser o primado da defesa dos trabalhadores. 

30 abril 2017

Matosinhos em Nova Deli

Foi a pedido e convite das Nações Unidas que o Centro para a Excelência e Inovação da Indústria Automóvel (CEiiA), de Matosinhos, participou, esta semana, numa conferência sobre tecnologia sustentável realizada em Nova Deli, na Índia. A participação no “Fórum do Global Compact” pode representar a abertura do mercado indiano para a instituição matosinhense que já conta no currículo com projetos de sucesso no Brasil, onde gere a plataforma tecnológica que gere e monitoriza a frota de carros elétricos da gigantesca central hidroelétrica de Itaipu.

Mais importante ainda do que a participação na conferência propriamente dita, é que o CEiiA vai passar a integrar a “Breaktrough Inovation”, uma plataforma utilizada pela Organização das Nações Unidas para criar tecnologias disruptivas, nomeadamente ao nível da inteligência artificial. Abrem-se assim novos horizontes à empresa matosinhense que poderá em breve estender a sua atividade a outras geografias.

A área aeroespacial é outra em que o CEiiA vai ter intervenção. Também esta semana, foi assinado um contrato com a Fundação da Ciência e Tecnologia e a Universidade de Évora, para a criação de uma cátedra dedicada a esta área. Em Évora, onde o cluster aeronáutico está “a ganhar asas”, pretende-se suscitar a investigação e o desenvolvimento de materiais e de sistemas inovadores para a indústria aeronáutica, para a robotização e automação, assim como a certificação de processos e integração de sistemas.

Naturalmente, não fico indiferente ao êxito alcançado pelas e pelos matosinhenses, quer a nível individual quer coletivo. E hoje volto a chamar aqui a atenção para trabalho desenvolvido pelo CEiiA porque me parece ser o paradigma que todos devemos seguir: competência, ambição, investigação, desenvolvimento. Quando reunidas, estas caraterísticas só podem resultar no sucesso, com as consequências económicas e sociais que daí decorrem.

O CEiiA dá um contributo decisivo para que Matosinhos seja um concelho financeira e ambientalmente sustentável, onde os cidadãos tenham qualidade de vida e todas as condições para serem felizes.

Sá Carneiro é o melhor aeroporto da Europa

Um estudo realizado por seis associações internacionais de defesa do consumidor, entre as quais a portuguesa DECO, revela que o aeroporto Sá Carneiro é o melhor aeroporto da Europa e o terceiro do Mundo. Entre os 178 aeroportos avaliados, o “nosso” vem logo atrás da infra-estrutura aeroportuária de Singapura e o aeroporto de Tóquio, no Japão. A segurança, a sinalética, os ecrãs de informação e as casas de banho foram os critérios mais apreciados.

É mais um prémio – um lugar no pódio mundial é sempre um prémio – que vem acentuar a veia turística de Matosinhos. Mesmo que não esteja completamente no concelho (uma parte está no concelho da Maia), o Aeroporto Sá Carneiro é uma das valências mais importes para a economia de Matosinhos, líder incontestável de toda a região e verdadeira placa giratória de pessoas e de bens complementada com o Terminal de Cruzeiros e o Terminal de Contentores. O aumento do número de rotas e o regresso de companhias de bandeira faz com que este ano se ultrapasse a fasquia mítica dos dez milhões de passageiros. Os efeitos têm de fazer-se sentir na economia local…

A muito curto prazo, melhor dizendo, imediatamente, o desafio de Matosinhos passa por cativar esses milhões de pessoas que chegam por terra, mar e ar e fazê-los descobrir Matosinhos. Decididamente, a nossa terra não pode ser apenas local de passagem – temos de promover as nossas riquezas locais e a nossa secular hospitalidade para que o concelho seja procurado pelas nossas praias, pelos monumentos, pela Arquitetura, pelo atividades desportivas ligadas ao mar, pela gastronomia, enfim, um conjunto de caraterísticas que fazem de Matosinhos um concelho único.

O desenvolvimento de Matosinhos passa também pelo desenvolvimento do turismo, visto como um todo. Temos motivos de sobra para encarar esse desafio com todo o otimismo.

27 abril 2017

O indicador de confiança continua em alta

Já todos o pressentíamos, mas agora é oficial e a confirmação é feita pelo Instituto Nacional de Estatística: o indicador de confiança dos consumidores voltou a aumentar em abril fixando-se no valor mais elevado dos últimos 20 anos. Mais do que uma subida episódica, os dados revelam uma tendência continuada, porque foi o oitavo mês consecutivo a registar aumentos de confiança. Ainda de acordo com o INE, também o indicador de clima económico manteve a trajetória de crescimento. É mais uma prova da boa governança do Partido Socialista e da excelência dos resultados alcançados por António Costa, Mário Centeno e restantes membros do Governo.

Desde outubro de 1997 que o indicador de confiança dos consumidores não era tão alto. Os dados resultam sobretudo das expectativas relativas à evolução do desemprego e da situação económica do país. Entretanto, o indicador de clima económico mantém igualmente uma trajetória ascendente desde janeiro.

É inegável: a vida das pessoas melhorou com o governo do PS que lhes devolveu a esperança e a confiança. Enquanto o principal partido da Oposição continua à espera que o Diabo apareça, o Partido Socialista mostra as suas credenciais, que se fazem sentir em todas as áreas, nomeadamente ao nível do desemprego que está prestes a descer a mítica fasquia dos dez por cento.

O clima económico que se vive no País reforça a expetativa de possamos sair do Procedimento por Défice excessivo cujo primeiro passo foi dado com a confirmação do défice histórico de dois por cento, o melhor das últimas décadas. Reforça também os argumentos do Governo para que as agências de notação financeira retirem a dívida portuguesa do nível “lixo” que algumas delas ainda mantêm. Portugal está claramente numa trajetória credível e quando as agências de rating confirmarem isso mesmo poderemos sair do círculo vicioso que impede a nossa economia de crescer mais.

Estes resultados positivos obtidos pelo governo do Partido Socialista dão também alento para o que falta fazer: criar mais emprego, sobretudo para os jovens, é uma prioridade. Portugal tem de evitar perder milhares de jovens em cuja formação investiu e que partem para contribuir para o crescimento de outras economias. A maior riqueza de um país são as pessoas e elas têm de estar, sempre, no centro das preocupações da classe política.

26 abril 2017

Um ano de blogue

Passou ontem um ano desde a publicação do meu primeiro post neste blogue, criado pela necessidade de manter uma relação de proximidade com a população, sobretudo com as e os matosinhenses. Na nota de abertura que então publiquei, escrevi que “um dos maiores desafios para quem se dedica à causa pública é manter o contacto, constante, com quem o elegeu. Só esse laço de permanente comunicação permite ao político exercer a sua função: defender o eleitor, todos os eleitores, mesmo aqueles que não lhe deram o seu voto”. De facto, é assim que que vejo o exercício da função – virada para as pessoas, ouvindo as suas preocupações e anseios para poder dar-lhes resposta”.

As funções partidárias que me foram atribuídas no primeiro semestre do ano passado, – tanto ao nível da Distrital do Porto como em Lisboa, no seio do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e por ter passado a integrar a Comissão Permanente – obrigaram-me a uma gestão muito rigorosa da minha agenda pública e criei este blogue como um novo canal de comunicação para complementar a minha presença na Comunidade.

Justificando a criação do blogue, escrevia eu, há um ano, que “não quero deixar ninguém para trás” e lançava o convite para aqui lerem a minha opinião sobre os mais variados temas de atualidade, sobretudo aqueles que têm a ver com Matosinhos.

Num ano de atividade publiquei quase duzentos artigos de opinião que ultrapassam, regularmente, vários milhares de visualizações. Fiz deste local uma tribuna para promover a inclusão social, os direitos das mulheres e dos jovens, a dignidade dos mais idosos. Para defender o Serviço Nacional de Saúde, as políticas de emprego, de inovação, a justiça e a igualdade de oportunidades.

O número de visualizações registado revela que o Horizonte e Mar se tornou uma via de diálogo, de debate de ideias, de discussão e de reflexão. Agora, que no âmbito da corrida autárquica me apresento às e aos matosinhenses como candidata à presidência da Câmara, mais se justifica que utilize esta via para, também por aqui, fomentar a troca de ideias e apresentar as minhas propostas para o futuro de Matosinhos.

E repito o que disse há um ano: todas e todos são bem-vindos, porque este espaço, tal como Matosinhos, é seu, é meu, é nosso.

19 abril 2017

Parabéns, PS!

Completam-se hoje 44 anos sobre a fundação do Partido Socialista, sucessor da Acção Socialista Portuguesa. A transformação em partido fez-se na Alemanha – muitos dos fundadores viviam então em exílio forçado por um regime que só cairia um ano depois, com a Revolução dos Cravos. A democracia e a liberdade não existiam em Portugal e eram ainda apenas uma miragem para muitos dos vinte e sete militantes que se deslocaram a Bad Münstereifel e daqueles que se fizeram representar. Nomes como Mário Soares, António Macedo, Tito de Morais, Salgado Zenha, Raul Rego, Mário Cal Brandão, Fernando Valle, António Arnaut ou Maria Barroso são apenas alguns dos nomes que me ocorrem e a quem tanto ficamos a dever.

É incontestável o papel histórico que o PS desempenhou para a implantação da Democracia em Portugal. Fê-lo nos tempos da clandestinidade e continuou a fazê-lo depois, quando se tornou um verdadeiro partido de massas, tão grande que nele cabem várias correntes políticas. Sim, o PS é uno e indivisível e também plural, porque acolhe no seu seio militantes e simpatizantes de origem diversa que têm em comum os valores do socialismo democrático e da social-democracia.

São esses valores humanistas, dos quais o PS nunca abdicou, que o tornaram um grande partido. A promoção e defesa do estado social, da escola pública, da justiça, da igualdade de direitos, enfim, da Democracia e da Liberdade estiveram sempre na agenda do Partido Socialista e são batalhas para continuar a travar – até ao fim.

Os socialistas, militantes ou simples simpatizantes, estão hoje de parabéns por tudo o que o PS tem feito no sentido de Portugal se tornar cada vez mais justo e solidário. Com 44 anos de vida, o partido goza de uma invejável pujança que é a garantia de que continuará a ser o grande protagonista do desenvolvimento do País. 

07 abril 2017

A Administração Trump e o os cortes cegos


Os Estados Unidos anunciaram no início desta semana a decisão de cortar o financiamento ao Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) que ao longo dos anos tem desenvolvido um trabalho fundamental na promoção do planeamento familiar. A ação da UNFPA faz-se sentir em mais de centena e meia de países que representam cerca de 80 por cento da população mundial e tem permitido salvar milhares de vidas de raparigas e jovens mulheres durante a gravidez ou o parto, tal como milhares de bebés.

O corte de 32,5 milhões de dólares anunciado pela administração Trump não é uma surpresa para quem tem acompanhado as intenções do presidente norte-americano. Mas as consequências são de tal forma dramáticas e hipotecam de tal maneira o trabalho da UNFPA que a decisão vai custar a vida a muitas mulheres, que, sem o apoio da agência das Nações Unidas, dificilmente escaparão a uma morte que a partir de agora está como que anunciada – e é quase certa.

Enquanto deputada e membro do Grupo Parlamentar Português para a População e o Desenvolvimento, que trabalha com o UNFPA, não posso deixar de condenar a decisão norte-americana e dei o meu apoio a uma mensagem de solidariedade enviada aos responsáveis da agência. Entretanto, na próxima quarta-feira, o Grupo Parlamentar vai reunir e poderá tomar outras medidas de condenação e repúdio face ao corte de financiamento.

Com esta decisão, Trump coloca em causa os próprios Objetivos de Desenvolvimento Sustentável definidos pela ONU. Sem meios, como poderemos assegurar o acesso universal aos serviços de saúde sexual e reprodutiva? E recordo que também foi definido como meta reduzir a taxa de mortalidade materna global para menos de 70 mortes por 100.000 nados-vivos e acabar com as mortes evitáveis de recém-nascidos e crianças menores de cinco anos. Deixar de financiar o trabalho do UNFPA é fechar os olhos a esta realidade e hipotecar estas metas.

Não, não nos podemos calar face a uma decisão como esta. Uma morte é sempre qualquer coisa de dramático – sobretudo quando ela é evitável. Talvez ainda estejamos a tempo de inverter esta decisão e manter e quiçá reforçar todos os programas do UNFPA em matéria de saúde materna, sexual e reprodutiva. No fundo, essa é uma responsabilidade de todos os membros da ONU, uma responsabilidade a que os Estados Unidos, enquanto maior economia do Mundo, não podem furtar-se.

28 março 2017

Sucesso também em Perafita

Também em Perafita, ontem, o “Ouvir Matosinhos” foi um enorme sucesso de participação. A Casa da Pedra encheu-se de pessoas desejosas de debater, de maneira franca e aberta, o futuro de Perafita e do concelho.

Desta vez, repetiram-se alguns dos temas já abordados em anteriores encontros de reflexão, mas falou-se também da valorização e do papel da Mulher na vida política, assunto para o qual estou particularmente sensibilizada desde há muito tempo. Estiveram outros assuntos em cima da mesa, trazidos e discutidos pela plateia, como a rede de transportes públicos e o estado do pavimento e o congestionamento do tráfego, muitas vezes provocado pelo excesso de veículos pesados. O apoio ao desporto amador e o meio ambiente foram também alvo de intervenções.

Estamos prestes a concluir este primeiro ciclo de debates, que tem a sua próxima sessão agendada para Leça do Balio, onde continuarei a recolher contributos, essenciais para enriquecer o programa que apresentarei às e aos matosinhenses nas próximas eleições autárquicas. A sessão está marcada para o próximo dia 30 de março, às 21.30, no Centro Paroquial Araújo, com moderação de Florisa Pereira. Nesse sentido, apelo à participação de toda a população, independentemente da sua simpatia partidária.

O futuro de Matosinhos deve mobilizar todos e todas. Todas as opiniões são válidas e são importantes. Conto consigo. A sua participação é fundamental para continuar a desenvolver Matosinhos de uma forma harmoniosa e sustentável.



22 março 2017

Lavra disse presente

Socialistas, independentes e demais lavrenses acorreram em grande número à sessão “Ouvir Matosinhos” que ontem encheu o Salão Nobre da Junta de Freguesia de Lavra. Mais uma vez, e tal como já tinha acontecido nas outras sessões, o número e a qualidade das intervenções permitiu-me recolher dados que vão dar corpo ao programa eleitoral que apresentaremos a escrutínio em outubro.

Entre os muitos assuntos discutidos, destaco o Portinho de Angeiras, uma antiga preocupação da comunidade local, sobretudo dos pescadores, que ontem também estiveram presentes. A questão das acessibilidades e o problema da rede de transportes públicos, que em Lavra é muito sentido, 
estiveram também entre os temas mais debatidos e que suscitaram maior participação da plateia. É legítimo que as pessoas queiram ver resolvidas estas matérias que têm influência direta na sua vida e na economia local, e desejem “aproximar” Lavra do resto do concelho quer através da requalificação das acessibilidades quer com a redefinição da rede de transportes.

O valor do IMI, que este ano foi reduzido pela Câmara Municipal, e a reforma das freguesias são exemplo de assuntos que também foram trazidos à minha atenção, tal como o apoio às coletividades locais, nomeadamente o Rancho das Sargaceiras. Sempre dei muita atenção às coletividades por cujo trabalho tenho um grande respeito e a quem reconheço um papel social de muita importância para a coesão social.

A próxima sessão do “Ouvir Matosinhos” é esta sexta-feira, em Guifões, onde continuarei a recolher contributos para enriquecer o programa com que o Partido Socialista se apresentará às próximas eleições autárquicas. Este ciclo de sessões é destinado a todos – socialistas, independentes e demais população, interessada em debater o futuro de Matosinhos.