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07 junho 2017

Solidariedade para com os bombeiros

O incêndio numa loja de produtos chineses que funcionava num prédio da Ponte da Pedra e que demorou treze horas a ser dominado, trouxe novamente à ribalta o importantíssimo papel dos bombeiros, um dos pilares mais importantes da proteção civil. Os soldados da paz são sempre os primeiros a chegar, quando se trata de incêndios, florestais ou urbanos, acidentes rodoviários ou quando são chamados para socorrer doentes ou outro tipo de urgências ou ainda quando prestam apoio domiciliário. 

Os bombeiros não se limitam a executar o seu trabalho: também dão apoio moral e psicológico às vítimas e às famílias com um humanismo que extravasa o profissionalismo e dedicação com que desempenham as suas tarefas.

Ontem, na Ponte da Pedra, isso voltou a acontecer e sublinho-o aqui com uma palavra de grande solidariedade, apreço e agradecimento às corporações de Leça do Balio, de S. Mamede de Infesta, de Leixões e de Leça da Palmeira, que foram apoiadas por operacionais de Pedrouços, Paços de Ferreira e da Trofa. É tranquilizador que uma parte, importante, da proteção civil esteja nas mãos destas corporações. Deixo também uma palavra de carinho e solidariedade para as pessoas que foram desalojadas. São pessoas que estão agora a viver em condições muito precárias enquanto não podem regressar aos seus lares ou ser acolhidos em casa de familiares.

Por tudo isto, e pelo muito que fica por dizer, é importantíssimo garantir que as diferentes corporações do concelho tenham todas as condições para continuarem a prestar um excelente serviço à população.

09 agosto 2016

Super-heróis


Hoje, os jornais traziam na capa e faziam o respetivo desenvolvimento a medalha de bronze brilhantemente conquistada pela “nossa” Telma Monteiro, ontem nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. O desempenho da judoca portuguesa permitiu qua a bandeira nacional fosse içada num pódio olímpico, mas o nosso país tem por estes dias outros heróis.

Anteontem, a norte da praia dos Pescadores, em Angeiras, numa zona não vigiada, foi o nadador-salvador Rafael Araújo a vestir o fato de herói. Três crianças que estavam a brincar em poças de água, foram arrastadas pelas ondas e ficaram em perigo. Um banhista que tentou socorrê-las ficou também em apuros. O trabalho de Rafael Araújo foi fundamental para retirar da água duas das crianças. É ele quem conta: “A situação foi exigente. Foram cerca de dez minutos num mar muito agitado. Tinha os miúdos presos a mim, pela cinta, mas por várias vezes a força das ondas empurrava-os. Esperei que uma onda nos cuspisse para fora de águas, mas quando já estávamos na linha de água, uma onda tornou a puxar-nos para o mar. Aquela reviravolta era mesmo para arrastar”.

Era. Mas não foi. A valentia, a coragem, a determinação de Rafael Araújo permitiram que esta fosse uma história com final feliz.

Por estes dias, os bombeiros têm sido outros super-heróis. Valentes, corajosos e determinados como o nadador-salvador de Angeiras, os soldados da paz têm lutado contra as chamas com uma generosidade e entrega que merecem o nosso respeito e admiração. A situação que se vive no continente e, também, na Madeira, é grave e preocupante e só não o é mais porque existem bombeiros em quem confiamos.

Ainda bem que temos nadadores-salvadores e um corpo de bombeiros dedicado, mulheres e homens valentes que arriscam a vida deles para, muitas vezes, salvar a nossa.