18 julho 2016

Matosinhos, a fé e o mar


Matosinhos viveu ontem mais um momento da impressionante devoção das suas gentes durante a procissão do Mártir S. Sebastião, padroeiro dos pescadores. Durante horas, sob um calor abrasador, os fiéis percorreram as ruas da cidade para agradecer a proteção dos santos, cumprir promessas e renovar a sua fé. A bênção do mar foi, como sempre, um dos momentos altos das comemorações.

As festas em honra do Mártir S. Sebastião começaram na sexta-feira com a inauguração das iluminações elétricas e um espetáculo musical e prosseguiram no sábado com festival folclórico em que participaram vários ranchos do concelho e outros grupos convidados. A concentração fez-se na Casa Museu, junto à Capela da Misericórdia, seguindo depois até à Capela do Santo Padroeiro (Casa dos Pescadores) à Lota do Pescado.

A parte mais solene das festas foi no domingo. Da parte da manhã, houve missa na Igreja Matriz, a grande instrumental acompanhada pelo Coro Paroquial de Matosinhos. À tarde saiu uma majestosa procissão que percorreu as principais ruas e avenidas da cidade e a bênção ao mar foi feita, como habitualmente, na Lota do Pescado.

O fervor que ontem se viveu em Matosinhos não se conta, porque não há palavras capazes de descrever a devoção dos fiéis ao seu santo padroeiro. Matosinhos e, sobretudo, os seus pescadores sempre tiveram uma relação muito especial com o mar e com a fé. É ao mar que vão buscar o sustento para si e para os seus e confiam no seu padroeiro a quem pedem proteção e boas safras. Quem fica em terra, muitas vezes de coração apertado, pede que os seus familiares voltem sãos e salvos. Durante um ano inteiro fazem-se promessas que agora se cumprem.

Ontem, voltei a ficar comovida com a relação dos matosinhenses com o seu padroeiro. Matosinhos não é apenas terra de horizonte de mar. É também terra de fé.

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