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05 junho 2017

Investir nas competências digitais

A meta é sem dúvida ambiciosa: 70 mil. Segundo o primeiro-ministro, este é o número de cidadãos que será preciso dotar de competências para que Portugal possa alcançar os países nórdicos no domínio da economia digital. António Costa afirmou esta manhã que é preciso investir na formação e reconverter para as competências digitais cerca de 15 mil licenciados em áreas que têm baixos níveis de empregabilidade.

As declarações de António Costa vêm confirmar e dão peso à reflexão que a candidatura socialista promoveu recentemente no âmbito do “Ouvir Matosinhos”. Na sessão dedicada à Educação, ficou claro que é crucial continuarmos a investir na formação e na qualificação profissional, sobretudo nos setores em que o mercado de trabalho tem escassa mão-de-obra disponível. Esta é portanto uma área estratégica para que o concelho e o País se desenvolvam, ganhem competitividade e possam enfrentar, com sucesso, os desafios de uma sociedade cada vez mais exigente.

No âmbito do Portugal 2020, a Estratégia para a Indústria 4.0, contempla sessenta medidas que terão um impacto previsto em mais de 50 mil empresas e permitirão formar mais de 20 mil trabalhadores em competências digitais. O CEiiA, de Matosinhos, é um dos parceiros do projeto, catapultando a cidade e o concelho para um protagonismo que é importante manter e reforçar.

É que, para além do mais, dotar a população de competências é também combater a exclusão. 

31 agosto 2016

Qualificar para ganhar competitividade


O número de Centros Qualifica, que substituem os antigos centros Novas Oportunidades, vai aumentar dos atuais 240 para 300 até ao final do ano. Para o Partido Socialista, trata-se de mais um compromisso honrado, com a revitalização de um programa integrado de educação e formação de adultos que seja mais exigente do que no passado. O novo plano dirige-se a todos aqueles que não tiveram oportunidade de estudar no tempo mais natural. Trata-se tanto de adultos em idade avançada como de jovens entre os 20 e os 30 anos que não completaram a escolaridade obrigatória em devido tempo.

Os centros Novas Oportunidades foram criados em 2007 e deixaram marcas muito positivas, sendo responsáveis pela formação e qualificação de muitos adultos que puderam concluir a escolaridade mínima. Durante cerca de cinco anos, houve mais de um milhão de portugueses que decidiram voltar a estudar e inscreveram-se no programa, dando um contributo importante para a elevação do conhecimento e das qualificações no nosso país.

De acordo com um estudo realizado em 2012, uma vez concluído o programa de Educação e Formação de Adultos, os homens aumentaram a probabilidade de encontrar emprego em 14 por cento e as mulheres em dois por cento. Apesar de tudo, o governo de Passos Coelho desmantelou quase completamente a rede que tinha sido criada, encerrando centros sem qualquer critério.

Agora, o Partido Socialista volta a investir nestes centros, considerando-os como a peça central dos processos de educação e formação de adultos. Para o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, os potenciais destinatários da frequência deste programa são pessoas que tiveram uma recente "inflexão ao nível do seu percurso profissional” e aqueles que, “por inquietação intelectual, pretendem dar novos passos, valorizando-se ao nível das qualificações”.