12 agosto 2016

Dia Internacional da Juventude


O Dia Internacional da Juventude celebra-se a 12 de agosto, por resolução da Assembleia Geral da ONU em 1999. Foi a resposta das Nações Unidas à recomendação da Conferência Mundial de Ministros Responsáveis pela Juventude, reunida em Lisboa no ano anterior. Os ODS são a nova agenda de ação da ONU até 2030, que se baseia nos progressos e lições aprendidas com os 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milénio, entre 2000 e 2015. Esta agenda é resultado do trabalho de governos e cidadãos de todo o mundo para criar um novo modelo que acabe com a pobreza, promova a prosperidade e o bem-estar de todos, proteja o ambiente e combata as alterações climáticas.

A ONU incentiva a celebração através da organização de atividades que mostrem os contributos dos jovens para o desenvolvimento, que promovam a compreensão mútua e façam ressaltar os benefícios e a importância da participação dos jovens em todos os aspetos da sociedade.

A cada ano, não fico indiferente à celebração do Dia Internacional da Juventude, por várias razões. Não esqueço que foi através do Conselho Consultivo da Juventude que comecei a minha atividade pública, em 1993. Nos meus primeiros anos de autarca, na Câmara de Matosinhos, fui também vereadora da Juventude. Desse período ficam, entre outras marcas, a abertura das Casas da Juventude de Santa Cruz do Bispo e de S. Mamede de Infesta que juntamente com a Casa da Juventude de Matosinhos (que foi inaugurada quando eu ainda era membro do Conselho Consultivo), são equipamentos que ainda hoje servem a população do concelho.

Apesar dos anos que, entretanto, passaram, continuo muito atenta às questões que dizem respeito aos jovens. Eles são, afinal, o futuro do País.

Os jovens portugueses – e não só portugueses, mas centremos-nos nestes – estão hoje confrontados com desafios que nos convocam a todos. O maior e mais importante, é o problema do desemprego. 

Ontem, a imprensa indicava que um em cada seis jovens portugueses não estudava nem trabalhava em 2015. Segundo dados do Eurostat, os jovens entre os 20 e os 24 anos estão cada vez mais a usufruir do estatuto de trabalhador-estudante e estudante. Ou seja: há cada vez menos jovens exclusivamente a trabalhar. Entre 2006 e 2015 verificou-se uma queda acentuada (de 49 por cento para 31,7 por cento) dos jovens que apenas trabalham.

A opção pelo prosseguimento dos estudos é compreensível devido à dificuldade em encontrar trabalho. Face a esse obstáculo, os jovens continuam a estudar e a adquirir cada vez mais competências, adiando a entrada no mercado de trabalho. E essa entrada faz-se, muitas vezes, no estrangeiro, com custos sociais e financeiros importantes: Portugal não só não beneficia das competências que os jovens adquiriram, como está a pagar a formação de jovens que vão colocar as suas competências ao serviço de outros países, contribuindo para o desenvolvimento dessas nações.

O número de jovens portugueses com elevadas competências profissionais que têm abandonado o país é preocupante. Urge criar condições para parar o êxodo e promover o regresso dos que partiram, coisa que não pode acontecer, naturalmente, de um dia para o outro, mas fruto de uma política consistente de valorização dos jovens, de abertura de oportunidades e de criação de postos de trabalho.

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